Câncer de cabeça e pescoço exige atenção para diagnóstico precoce
Doença afeta diferentes regiões do corpo e está associada a fatores como tabagismo, álcool e infecção por HPV
Os tumores de cabeça e pescoço correspondem a um grupo de cânceres que acometem regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide, seios paranasais, fossas nasais e glândulas salivares.
Estima-se que cerca de 700 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente em todo o mundo. Um dos principais desafios no tratamento da doença é o diagnóstico tardio, que ocorre em aproximadamente 60% dos casos, impactando negativamente a sobrevida dos pacientes.
No Brasil, os tumores malignos de cabeça e pescoço representam cerca de 3% de todos os tipos de câncer e ocupam a quinta posição entre os mais frequentes em homens, com aproximadamente 10 mil mortes registradas por ano.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo e o consumo de álcool. O tabaco é responsável por cerca de 97% dos casos de câncer de laringe, e a associação entre álcool e fumo pode aumentar em até cinco vezes o risco da doença. Além disso, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) tem contribuído para o aumento da incidência em pessoas mais jovens, especialmente em contextos relacionados à prática sexual sem uso de preservativos.